Vim de um mundo ao qual hoje dou proteção, mas ainda faço parte dele, embora com adicionais obrigações em relação aos demais cidadãos. Minhas atitudes de um bom filho, irmão, pai, esposo etc continuam vigorando e jamais quero que elas deixem de fazer parte do meu cotidiano. Só que agora também pertenço a uma instituição chamada Polícia Militar que me habilita e prepara com profissionalismo a fim de que eu preste a maior proteção possível para a sociedade. Devo ser o exemplo, o referencial diante de todos, mesmo diante das mais intensas incertezas nas quais vivo mergulhado, por exemplo a minha família que por vezes me aguardava chegar em casa ansiosa naquele domingo, dia em que eu estava saindo de serviço... Não foi possível, pois fui obrigado a prosseguir diligências em busca de capturar um grupo de assaltantes... Às vezes há tempo para efetuar uma ligação dizendo: _“Querida, lamento não poder almoçarmos juntos depois de uma semana que estou a trabalho e longe da nossa casa.Tenho uma missão e não posso afirmar se chegarei hoje. Explica a situação aos nossos filhos.” As minhas atuações dignas de reconhecimento- não quero mais que isto, pois em si basta para me motivar no meu ofício- para alguns, são meras obrigações do juramento que fiz ao incorporar na BRIOSA, como se a minha vida muitas vezes posta em risco fosse uma vidinha qualquer. Esquecem que sou pai, filho, esposo. Chega de repetições. E quando não sou bem sucedido em alguma atuação policial? É comentário de destaque na roda desse grupo chamado ALGUNS. Nem ao Cristo deram unânime credibilidade,imagine a mim que sou uma criação dEle. Pelas minhas conclusões contidas nessas linhas me auto-intitulo um HERÓI.
Sargento Cazer.